Mais um fim de semana na Noruega (menos um longe)
Aqui estou estou, trabalhando como uma burra de carga, para terminar tudo antes de viajar. Daí nem tenho tempo de fazer posts contando as coisas. Bom, para falar a verdade, estou lendo em livro em 15 volumes (A Roda do Tempo), de um tal Robert Jordan, que encontrei aqui na Biblioteca de Stavanger. Todo mundo sabe como é isso, não? Ainda estou no volume 7 e tenho ocupado todo meu tempo livre nisso. Leio tanto que fico meio com insônia na hora de dormir. O livro é uma saga sobre tempos antigos, à moda do Senhor dos Anéis, mais ou menos, mas não tão bom. Mas estou ligada, minha agenda para dezembro e janeiro já está tomada com duas reuniões (São Paulo e Rio), duas formaturas e um casamento, elaborar ementas de umas quatro disciplinas do novo currículo, dois seminários do mestrado de três dias cada, enfim, tenho que aproveitar o tempo de paz que me resta. Quando botar o pé na terra, vai ser o furacão de sempre. Abraços para toda a família (Viva a mana Glória!) e para os amigos.
Vinha sacolejando hoje em um dos ótimos ônibus urbanos dessa Noruega quando me peguei observando uma linda jovem senhora, de onde passei a pensar no chamado padrão de beleza dos nórdicos. Realmente, eu acho que eles são muito bonitos, na média. Pessoas altas, não há muitos gordos, muitos são louros e de pele clara, cabelos bonitos, enfim, é verdade. Claro que tem gente feia, e muito feia, mas, enfim, Raquel ficou fascinada pelos lindos pedreiros. Voltando ao ônibus, olhei para as mãos da mulher e... que tristeza, mãos horrorosas, meio inchadas, vermelhas, unhas infames. Pois é, a maioria das mulheres tem mãos assim, juro, mãos de quem usa água muito quente ou muito fria, de quem mexe na terra do jardim frequentemente; quase ninguém faz as unhas, às vezes eu vejo que há terra debaixo das unhas, enfim, um horror. Então é isso, muito bonitas as louras, mas as mãos são tão feias.... Sempre me surpreendo de encontrar essas pessoas tão bem vestidas, tão arrumadas, tão bonitas e com as mãos tão mal cuidadas. Também observo que há um exagero de "pneuzinhos" abaixo da cintura, o que faz com que as moças tenham uma aparência um tanto quadrada. É engraçado como essas coisas são costumes compartilhados por quase todo mundo. Quando eu não faço as unhas no Brasil, sinto-me, às vezes, em falta, as pessoas criticam, acham que é descuido. Aqui minhas mãos passam por muito bem cuidadas.


"Sou psicóloga e trabalho como professora e pesquisadora, na Universidade
Federal da Bahia. Estive na Noruega por um ano, num Programa de
Pós-Doutorado. Neste blog eu contava a parte não acadêmica dessa
experiência, mantendo-me em contato com família e amigos no Brasil e também em outros lugares do mundo. Escrever sobre o que eu estava vivendo, e conversar sobre isso com amigos, alguns dos quais eu nunca vi pessoalmente, me ajudava a pensar e aproveitar melhor esse tempo de renovação". E-mail: eulina@ufba.br
Histórico:
- Ver mensagens anteriores
